25 de agosto de 2010

Despedida


Para mim chegastes inteira, sem aviso.
Para você a chegada é consequência da
viagem iniciada a anos.
Entrastes em meu peito sem pedir licença.
Te aceitei balbuciando coisas sem coerência.
Doei passagens aos gritos e botei os pés no chão.
Me lancei sob teus braços mas anseio salvação.

-É tarde deixe-me dormir.
e você fingi me deixar para depois voltar em
devaneios instigantes.
- É tarde, devo partir.
E você finge não ligar e volta sempre me
acusando de não ter tido precaução em
me revelar.
Eu desfaleço e você me acorda.
Eu acordo e você me "grita".
O que fiz para me querer tão próximo?
Tão dentro? Tão em cima?

- É tarde "turbilhão", devo partir. E você me diz que sim.
"Mas não me digas assim por entre beijos."
Não me digas me apertando contra teu peito.

- É tarde...
- É tarde... É tarde.

22 de agosto de 2010

Quantas perguntas


E se partir agora?


Será fascinio?


O que toma esse meu coração amargo?


Será admiração o que sinto agora?


Será desilusão? Que força é essa


que me afasta e me atrai?


Que desejo é esse de estar e não estar,


de amar e não querer amar,


de falar e não falar?


Onde andará meu coração


perdido?


Porque caminhos seguem meus pensamentos?


Perdido em loucuras profundas,


em confusões de desejo, amor e dor.


Tateando no escuro a procurar um caminho


de saudade e razão para guiar minhas atitudes.


Mas ... para quê tanta razão?


Será suficiente tentar manter o equilibrio?


Quantas perguntas sem resposta!

17 de agosto de 2010

Dura Pena


Porque escorres assim tosco
Nanquim?
Mancha a folha, palavras fogem
de mim.
E a dura pena em me esgrimir
teima.
Me afronta, me enfrenta não me dá
calma.
Reage, enfrenta, afronta alma
covarde alma.


1999